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sábado, 23 de agosto de 2008

Seth Godin e suas comparações excêntricas

Seth Godin tem o excêntrico hábito de invocar itens além da realidade para explicar suas teses sobre as mudanças na maneira como marcas ou produtos são divulgados, consumidos ou construídos.Começou com a tal da vaca roxa, título em português de "Purple Cow", livro de 2003 em que Godin defende que empresas que gostariam de ganhar projeção em um mercado saturado com tantas opções disponíveis deveria se diferenciar, assim como o mamífero colorido em um pasto verdejante.







Seth Godin - A purple cow from Urbane on Vimeo.

Quatro anos depois, a (indigesta) combinação entre almôndegas e um sundae, que ilustram a capa de "Meatball sundae: is your marketing out of sync?", ilustra o que companhias que ignoram as pontualidades das novas relações com os clientes fazem quando tentam vender um produto ou serviço tradicional sem se preocupar com as novas mídias.Num exemplo de simbiose de marketing, inclusive, Godin aparece junto a Tom Dickson, o tiozão por trás do webhit "Will It Blend?", em um episódio especial engolindo uma pastosa mistura de amoras, páginas do seu livro e maconha (!!).






Se, no sentido contrário, o tal "sunday de almôndegas" motiva o consumidor a revidar, a resposta, organizada e ampliada entre milhares de potenciais clientes conectados pela internet, num fenômeno que pode muito bem complicar a marca, como explica Godin durante a Gel 2006.






Antes destes dois livros, o especialista em marketing detalhou em "Unleashing the Ideavirus" alguns conceitos nos quais se baseiam os virais, fenômeno de comunicação que agências de publicidade correm atrás sem saber ao certo a fórmula exata (se é que realmente existe tal fórmula).

Tal qual uma gripe, Godin se foca (de novo, que surpresa) em comparações sobre a eficiência dos que "espirram" (aqueles que espalham suas idéias) para o sucesso da sua idéia dentro da colméia (e lá vamos nós de novo na fixação dos estudos de mídia social com formigas e abelhas...).

Ainda que não tratem diretamente de internet, o material de Godin fala diretamente a um mercado onde produzir simplesmente já não é um mérito e onde a reação (boa ou ruim) dos consumidores pode ser tão relevante quanto as campanhas programadas.

Fonte: idéia 2.0

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